Comportamentos disruptivos são ações e reações abruptas que aparecem na criança ou adolescente sob a forma de birra desproporcional à situação que a causou, reações de raiva e irritação com choro, bater as mãos e os pés, bater em outras pessoas ou em si mesmo, mentir constantemente, vandalismo, roubo.

Pais e educadores podem ajudar a criança ou adolescente no processo de socialização e superação de comportamentos disruptivos. Broncas e castigos podem piorar a situação.

 

Os comportamentos disruptivos são excessivos e desviantes, violam os direitos básicos dos outros, além de não aceitar as regras de conduta social apropriada para a idade. Crianças e adolescentes que apresentam esses comportamentos quebram as regras e não acatam a autoridade.

Birras, agressividade e oposicionismo acontecem na infância, quando a criança ainda não aprendeu como lidar com suas emoções, com frustrações e com diversos tipos de relacionamento. À medida que se desenvolve, ela passa a ter outros recursos para lidar com emoções como a raiva enfrentar as frustrações e com as diversas pessoas que fazem parte de sua vida. Quando ela não adquire esses recursos, pode manter os comportamentos que ajudam a aliviar a ansiedade e a tensão, mas não são socialmente aceitos.

Quando os comportamentos disruptivos são constantes e permanecem por longo período de tempo, caracterizam o Transtorno de Comportamento Disruptivo, por isso as reações pontuais, relacionadas com uma determinada situação não são suficientes para caracterizar um Transtorno de Comportamento.

Como lidar com os comportamentos disruptivos?

• A criança ou o adolescente deve sempre se sentir aceita e amada, mas deve compreender que seu comportamento disfuncional não é aceitável.

• As atitudes de pais e educadores devem estar de acordo com a idade e com a capacidade de compreensão da criança ou do adolescente.

• É preciso mostrar que o comportamento não é desejado e, muitas vezes, é recomendável ignorar tal comportamento, enquanto comportamentos adequados são enaltecidos.

• A criança pequena reage à emoção dos pais, assim, quando eles mostram que não aceitam o comportamento dela, sua reação tende a ser aproximar-se deles de outro modo e isso pode mudar seu comportamento.

• Quando a criança tem capacidade de verbalização, podem ser feitos combinados para evitar o comportamento disruptivo e estabelecer comportamentos adaptados. Assim, a criança ou adolescente começa a adquirir domínio sobre suas ações e reações.

• Também podem ser planejadas atividades gratificantes como a utilização do computador e jogos quando seu comportamento está de acordo com o combinado.

• Tanto na escola como em casa, a criança ou adolescente deve ter um espaço com livros, jogos e equipamentos que possam ser utilizados em momentos de pausa ou de “gratificação”, que são os momentos planejados para que ela possa parar para se reorganizar.

• As explicações sobre comportamentos adequados e inadequados devem ser feitas com linguagem simples e mensagens curtas. Explicações muito longas são cansativas para as crianças,

• Atitudes agressivas como broncas, punições e desafios tendem a ter pouco efeito na superação de comportamentos disruptivos, pois a criança, ou o adolescente, se sente desafiada e pode prolongar a situação.

• Quando o comportamento se mantém por longo período e não se modifica com as tentativas de mudança, a avaliação de um profissional é recomendada. Há tratamentos específicos para os Transtornos de Conduta.